segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O Bom Dinossauro - O Novo Filme da Disney Pixar


O que aconteceria se o meteoro que extinguiu os dinossauros errasse o alvo? O Multiverso Obcecado foi assistir ao filme O Bom Dinossauro para encontrar a resposta. Com emoção do começo ao fim e muita aventura, o bom dinossauro, Arlo, e sua curiosa criatura batizada de Spot protagonizam uma história infantil com profundas lições sobre vida, morte e amadurecimento.

Assistir ao Bom Dinossauro foi uma nova experiência para este redator, que nunca havia ido ao cinema para assistir uma animação, e, admito, foi uma ótima estreia! A sala estava cheia de pais e crianças e todos riram da mesma forma, talvez os adultos mais ainda por pegarem as referências mais profundas do filme.


O trailer nos mostra a velha história do poder da amizade e da superação de desafios com a ajuda dos amigos, porém ambientada num cenário que chama bastante atenção e não deixa o filme cair no clichê: um dinossauro que se perde de casa e encontra uma criança humana com os trejeitos de um filhote de cachorro. O impacto que essa ideia causa logo nas primeiras cenas do filme, assim que a criancinha aparece, nos faz arregalar os olhos e pensar onde o roteiro vai nos levar.

O que O Bom Dinossauro quer mostrar


Logo em sua primeira cena, O Bom Dinossauro conquista sua assistência ao mostrar um mundo onde a civilização dominante é a dos dinossauros. Os animais plantam, desenvolvem ferramentas de trabalho e moram em casas robustas feitas de rocha, claro, sempre mantendo o sentido lúdico dos filmes infantis.

Logo em seguida vemos o nascimento de Arlo, um dinossaurinho tímido e medroso que mal consegue sair de seu ovo. Não há como não rir de suas perninhas finas e de juntas grossas tremendo quando pisa no chão pela primeira vez e descobre que consegue andar e depois não consegue mais parar de andar.

Essa é a primeira faze do nosso personagem, que pode em parte ser vista no trailer quando ele não consegue fazer a tarefa de alimentar as galinhas (e que galinhas assustadoras!). A primeira “lição de moral” do filme aparece nesse momento, quando Arlo passa a entender que deve fazer bem suas tarefas para que possa deixar algum legado.

O filme chama bastante atenção por trazer assuntos como esse de uma maneira tão clara para um público tão jovem. Não são simplesmente frases de efeito ditas na melodia de uma música de fundo emotiva, são momentos muito bem construídos dentro do enredo, que não tocam só as crianças, mas também os jovens que ainda não conseguiram responder a “o que vou fazer da minha vida?”.

Além de compromissar seus personagens a deixarem um legado, fazerem da vida algo que realmente valha a pena, O Bom Dinossauro também toca num assunto delicado para o público infantil: a morte. O modo como o filme aborda esse tema nos arremete a conceitos usados em filmes não infantis. Os sentimentos expressos nessas situações dentro do filme, seja por meio das expressões corporais ou dos diálogos, transmitem toda a profundidade do momento nos tocando uma maneira muito pessoal.

O modo como Arlo se machuca, sofre acidentes e sangra – não me lembro de ver personagens infantis tão esfolados em outras animações – causa um forte impacto visual. Nesses momentos os olhos das crianças brilhavam de pena do pequeno dinossauro.

Compensando toda a agressividade do mundo em que Arlo vive, seus medos e suas perdas, O Bom Dinossauro tem como plano central a jornada de dois amigos: o dinossauro e sua criatura humana. O enredo se agarra a esse tema desde que os dois se conhecem, o que é praticamente o filme todo. Os personagens que vão aparecendo no decorrer do filme nunca ultrapassam seu papel de segundo plano e quando não são mais necessários para a trama, o roteiro nos faz despedir deles e voltar nossa atenção para Arlo e Spot. Nada, em momento algum após se conhecerem, aparece mais do que a amizade dos dois.

O Bom Dinossauro é uma poesia sobre perdas, determinação, amizade e perdão muito bem contada e muito bem exposta.

Assistir ou não assistir O Bom Dinossauro?


Sim! Os filmes da Disney Pixar tem sempre o poder de nos prender em frente às telas. Não importa sua idade, se vai assistir do lado de uma criança ou não, O Bom Dinossauro vai roubar toda a sua atenção – e lágrimas para os mais sensíveis.

Apesar de toda a inteligência em sua história, julgo esse o filme que mais fugiu dos padrões da Pixar por causa do diferente traço nos desenhos e na animação e também pela seriedade que a história adquire em certo ponto. Os cenários são incríveis e super-realistas, o que acaba gerando um pequeno desconforto visual em algumas tomadas porque parecem não interagir com os personagens que são explicitamente animações – mas isso pode ser só uma questão de gosto e não é ponto desfavorável.

Com certeza O Bom Dinossauro é a melhor opção para o fim das férias, não só para as crianças mas para toda família.

Agora nós te convidamos a responder: o que aconteceria se o meteoro que extinguiu os dinossauros tivesse errado o alvo?

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Gostou do artigo? Espero que sim! Esse artigo faz parte do acervo do site Multiverso Obcecado, que por enquanto está em manutenção e logo voltará à atividade.
Até a próxima!

sábado, 5 de setembro de 2015

Venda de Os Renegados

Com muito prazer anuncio aqui o lançamento do meu primeiro livro! Já está disponível para venda na Amazon.com e logo estará na Amazon.com.br. Ainda não conhece a história? Então, clique aqui

sábado, 15 de agosto de 2015

Capa oficial de Os Renegados

Depois de algum tempo compreendendo a história que criei e todo o simbolismo que ela possui e que dela pode derivar, eis a nossa capa!

Programa de Quinta #4 - 10 Motivos para Ler |Os Renegados||


Confira dez motivos para ler o livro Os Renegados e acompanhar o nascimento dessa nova saga. Veja também, pela primeira vez, a capa do livro!

Links: Fanpage: https://www.facebook.com/trilogiaosrenegados
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Introdução a |Os Renegados||

A Revolta dos Jovens


     Não é exagero dizer que “revolta” e “juventude” estão ligadas a nível instintivo. É a faze da vida onde fortes e impactantes descobertas acontecem, levando o indivíduo ao aprendizado e ao amadurecimento rumo à vida adulta. No meio desse caminho brotam ideais, estabelecem-se sonhos e, inevitavelmente, emergem revoltas e rebeliões contra vários aspectos da sociedade e do que é rotulado como “padrão de boa moral”.
     O caminho dessas revoltas segue uma linha nítida desde a década de 1960, quando os jovens recusaram o modo de vida dos pais e gerações anteriores, começando a mudar o estilo das roupas – surge o composto de calça jeans desbotada e jaquetas de couro. É nessa década que se inicia o movimento hippie, a concretização de uma revolta juvenil total, onde reivindicaram a liberdade sexual, procuraram obter um achego à natureza e conceberam a famosa frase “Paz e Amor!”. Os jovens dessa época questionavam a política tradicional.
     Movendo-nos para os anos de 1970 encontramos os jovens envolvidos por “sexo, drogas e rock'n'roll”. As saias com comprimento até a canela são colocadas em xeque e trocadas pelas minissaias, associadas ao jeans. É nessa momento que o feminismo ganha força, ocorrendo grandes manifestações em Nova York e em outras cidades importantes. O sangue revoltado fervia nos jovens, mas ainda viriam mais revoluções.
     Na década de 1980 nascem o pop, os topetes de brilhantina e o rock ressurge. A ideia de “geração saúde” toma conta dos jovens, os quais a partir daí buscam o corpo perfeito. A moda é influenciada pelo uso de modelos e tecidos esportivos. Aqui temos o início do explosão tecnológica, revolucionando os métodos de comunicação, aproximando ideais e culturas. Os jovens agora passam a ter cada vez mais voz na sociedade.
     Em nossos dias, encontramos uma juventude cada vez mais interessada em formar opinião e desenvolver senso crítico. As redes sociais tornam amplos os caminhos para serem ouvidos. Mas fica a pergunta: contra o quê os jovens se rebelam agora? A resposta que a literatura dá é essa: distopias. As sagas distópicas representam muito bem esse espírito demonstrado ao longo de décadas de revolução juvenil.
     Quem hoje não conhece os nomes Katnnis Everdeen, Beatrice Prior ou Thomas, June e Day? São nomes que representam a rebelião juvenil em um cenário destruído – um ambiente hostil, várias vezes liderado por um governo ditador. Esses icônicos personagens conseguem realizar em seus futuros fictícios revoltas e drásticas mudanças a partir do poder que aplicam à sociedade. Seria esse o ápice da rebelião juvenil, derrubar grandes ditadores assassínios?
     Em Os Renegados, Pedro Sólon dará voz e mãos a esse espírito intrinsecamente rebelde por lutar para se manter vivo por dois anos em uma escola de sobrevivência mortal. Vítima de uma aparente injustiça, nem mesmo sua família escapará de ameaças. Que a Arena incie! Que Os Renegados provem seus valores!
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OLÁ LEITORES! Agradeço muito por ter lido até aqui! Esse foi o artigo de introdução ao livro da quinzena, Os Renegados. Não perca na quinta-feira o nosso Programa de Quinta, cheio de novidades e com um novo e atraente formato! Gostou da matéria? Então compartilhe com os amigos e clique no botão “+1” que me ajuda muito! Uma palavra de cautela: a rebeldia jovem é uma força que deve ser usada somente por mentes maduras.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Livro Registrado, Leitores!

HOJE fiquei desapontado quando percebi que não conseguiria postar o conteúdo prometido ontem, mas OLHEM SÓ O QUE CHEGOU PARA MIM HÁ POUCAS HORAS!
A jornada dos RENEGADOS  está começando!